01/01/2011
8:31 AM
Acordei de um breve cochilo, seguido de uns segundos de uma espécie de amnésia. O sol estava batendo na minha cara e algumas pessoas estavam caminhando em direção ao ônibus que acabara de estacionar no box 4 da rodoviária de Lajeado.
Neste momento toda as lembranças começaram a ser recuperadas.
O motivo de eu estar naquela cidade e não dormindo na minha cama, o motivo da ressaca, e o motivo de eu me sentir a pessoa mais solitária do mundo naquele momento.
Fui até a lanchonete da rodoviária e me sentei numa das cadeiras bem ao fundo e virado para a porta só pra poder observar aquelas pessoas que pareciam, no mínimo, felizes.
Nem ao menos eram muitas pessoas, mas a felicidade delas me incomodava. Me deixava ainda mais infeliz.
Pedi um café e bebi ele para que a frustração da noite anterior não precisasse descer pela garganta tão seca.
Nessa hora não consegui conter um riso ao pensar na ironia de tudo isso.
O riso veio pelo fato de ser 1º de janeiro, dia de confraternização mundial e a única pessoa a quem desejei feliz 2011 foi a um porteiro de um edifício com quem fiquei algum tempo conversando, e a quem uns amigos tinham ficado de trazer uma espumante para diminuir um pouco a sensação de ter perdido a noite.
Confesso que deixo escapar um riso agora mesmo quando penso e escrevo a respeito.
Ainda mais por não lembrar se desejei feliz ano novo a outra pessoa naquele dia.
Bebi meu café, esperei o ônibus para minha cidade no box 8 e voltei pra casa.
Dormi a viagem inteira e fui a pé o resto do trajeto pra casa.
Cidade vazia, provavelmente todos dormindo depois de terem se divertido um bocado na noite que tinha recém acabado.
Não posso dizer que me diverti, mas eu creio que estava tão cansado quanto todos nessa cidade. Ao chegar em casa um rápido banho sem acordar ninguém, e me deitei na minha cama com uma enorme sensação de que seria maravilhoso não mais acordar.
E assim começou o primeiro dia do ano.
Bem assim...
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